domingo, 30 de julho de 2017

Todo o peso do mundo nos teus dedos leves - Nicolas Santos

Suporto o que há de suportar-se por teus leves sorrisos, contagiante mesmo é a atração, afinco a mão em pedras e transmito doenças. Eu os conheço, quem deveria? Ataques magnéticos e a frieza, não sinto de forma recíproca, sentinelas da manhã, jamais durmo, jamais. Para quem deves gratidão, no caso de algum caso, estou disposto a receber, não peço, isso não nasce comodamente entre jardins e jardineiras. Desloco a iniciação, contemplo o tempo que anota em suas linhas o plano mais cruel já inventado, enterra-se os pés na areia, abranjo. Meu rosto não deve ser colocado em qualquer catalogo, parede ou fotografia, ainda sim, presumem, venha. Esquivo com mãos doloridas e frias. Adormecem de forma prévia, comunico-me desastrosamente com qualquer atração festiva ou humana em charme, ela é assim e não vejo vantagens. Enamorem a hipocrisia.

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