domingo, 10 de dezembro de 2017

Skin - Nicolas Santos

Um poema bonito que minta sobre a vida. Neste momento, reduzo-me a pó e alguns poucos machucados que eu mesmo cravo, faço, cortes em qualquer direção. Nem tenho coração, disseste algo semelhante, protege-se de qualquer tentativa, eu já não opto.

domingo, 26 de novembro de 2017

Lamentação - Nicolas Santos

Poema não se faz, não nasce, jamais se cria, poema não é palavra, é necessidade. O sorriso esbranquiçado, de lado a lado, cabelo que se curva aos aspectos que entende serem místicos, bobagem é o que vem dos alheios. Ser é necessidade. Vai e volta, em tempo regresso, passamos, como o colégio passa, como a flor passa, como passamos, voltamos, volto a atenção e redobro o cuidado, há de se saber o que pensas, com uma palavra estocada, podes atingir o que não se deve, dever é necessidade. Confesso, deu saudade, mas saudade passa, passa? Respostas duais, flor não se cria, é necessidade, assim como quando queres gargalhar, som não há, desconheço, olhos pretos, castanhos, azulados, descoloridos. Preto e branco é casualidade, encontro não se dá, casa com o cosmos,entenderá, caso, seja necessário. Para ti que não sabes nada, nem lhe é proveitoso, aproveito o colo, o dolo, o sorriso, não saiba de nada, nasça da corrente de ar frio e se desmanche na primeira decepção.

domingo, 19 de novembro de 2017

Tua voz era - Nicolas Santos

Pensei muito em ti por estes dias, não que isso seja ruim, tão pouco bom, logo castigo-me, filho do telefone que toca de madrugada e congela cada nervo, de ansiedade, pura e inconsequente, ansiedade não era nada, ao menos desta vez, assim como nada pode ser, nada, isso de pensar. Não é? Estranhamente, ergo ao que posso, meus braços que tombam com a força do vento, não estavas, talvez estivesse à outro e eu nisso não me meto, assim como todo resto, se pensares em mim, diga-me, não sou bom em saber o que anda em entrelinhas.

domingo, 12 de novembro de 2017

Dublin - Nicolas Santos

Tua ganância enrijece sua musculatura, postura de quem pretende a “classe.” Não sou disso, me aprofundo e afundo nas minhas próprias frases. Nem “oi”. Nem, “tchau.” “Agora”, sou atemporal. Morra, morra, morra, morra. Diante da flor ou da nuvem. O sol, não vele o sono da criança. Deixe-nos na lama. Eu sou revolta, porque quero ser. Assim não há motivo, questione o que desejas, os insetos roem os roedores, não me importo. O fracasso lhes doerá mais. Minha cama se molhou de chuva, se molhou de vida. Esse é o preço por deixar a janela aberta, talvez eu pegue um resfriado ou seja agradável. Talvez, talvez, talvez. A verdade à tona, defende-se quem honra tua própria história. Lamentam, olha o teu sono, teu sonho. Guardo a imagem da tua natureza. Origem, ironia, de par em par, agora nem tanto, estou por ai. Acalmam-se os ânimos, nem dia, nem o que há de ser classificado. Da penumbra viemos e a ela retornamos quando o retrógrado impõe-se. A única estrela do céu, lembra que é maior que tudo que há em mim, mas se tudo que há em mim também é maior do que há em cada, estanco-te.

domingo, 5 de novembro de 2017

Latitude - Nicolas Santos

Hora luz, hora câmera, hora ação. Ora luz, ora câmera, ora ação. Aos infernos e o décimo céu, justiça desfeita. Sobra-te a mentira.
Desarmado. Eu fiquei aqui, esperando, algo, alguém.Eu esperei. Não tenho muito, não tenho nada. Talvez, um cérebro que lateja, herança para esse mundo pobre e desconexo. Raramente agradeço, não há nada. Minha vida, devida e dedicada a liberdade. Também ao arrependimento. Vê se te salva por si, aproveita e olha para cá, quem sofre, sabe bem o porquê. Retornam somente de interesse em interesse, haja vento. Sobre o tempo, não muito. Sobre o tempo, não minto. Resta pouco, bem pouco, tampouco que acabou. Só dor, Nova York, Moscou. Só dor, interior, capital, só dor, só, dor. Cinco e um. Setenta e oito horas, aqui o olho não se prega, Orfeu estaria desempregado, ao invés disso. Pobre deus grego, venerado.

domingo, 29 de outubro de 2017

Paz não obtida - Nicolas Santos

Pequenos terremotos, não pretendo o reconhecimento, embora eu considere-me merecedor de tal idiossincrasia, flagelo nunca substitui-se. Desaprendo, cada dia, olham de cima à baixo e logo manuseiam a face em desfavor ao que fitaram, o usual é mais pálido, eu vou como quero. A diferença elabora-se graças a vontade. Desloca-se quem possui ou faz obter capacidade para desvincular-se de adversidades e variáveis. Não consumo o que empurram com tanta afetividade, da lua até aqui e algo mais, não tenha um poeta preferido, seja poema para alguém. Crianças chorosas. A imensidão de ser quem sou.