domingo, 14 de janeiro de 2018

Convite - Nicolas Santos

Tem cheiro de chuva, ingenuidade apregoar cheiro a algo metamórfico, máximas Kafkianas, agora quando noite e minha visão turva. Rua não se endireita ao passar do mais nobre peso, inseto vale o dobro, filho do instinto. Mesmo que fantasia alegórica, sentido há, sentido haverá, tela azul e nenhum renascentista dirá, é minha, é meu, seu e nosso. É de quem quiser. Nem eu me entendo e isso é para quem deseja.

domingo, 7 de janeiro de 2018

With you - Nicolas Santos

Sobre todas as coisas que preciso te dizer: Nada disto pode ser deturpado ou transfigurado, de momento, quanto a objeções futuras, não preocupe-te, a inconstância toma conta e de assalto somente as borboletas estomacais, voz inaudita é popular e rádio, rádio também é momento, disponibilidade é freguesia para com sentença imperativa, quando o cinza se dobra e cai, sorrio, não tanto, nem adequadamente, subjetivo-me, nos, subjetivo-te. Talvez não consigamos dormir, boêmia é apreciada em categorias disponibilizáveis, sol rasga o céu, rasga-me com dentes sensitivos, carta não entregue é carta eterna, preciso dizer-te que nada sei, mas saberia com você.With you - N

domingo, 17 de dezembro de 2017

O mesmo rio - Nicolas Santos

Tenho pensado muito com e sobre as pessoas, e os devaneios inconclusivos a que chego como tudo mais, são feito luz, dessas que cortam-nos de fora a fora, simplicidade magoa, simplicidade é sandália já gasta num pé recém recebido, não importam-se e logo maquinam qualquer anseio para que os dignos sejam os que comem lixo, aliás dignidade é um discurso, quem merece o quê? Não há o saber, devir é eternidade, insistem em finalizar-se e logo apregoar sentido aos terceiros, segundos, quartos, quintos, do inferno, voz inaudível é ouvida já que o sistema tem olhado-nos de forma interina e interrupta, invisivelmente, invisíveis somos todos, prestes ao sonho que é estar acordado, vida é complexidade, dualidade, dialética.

domingo, 10 de dezembro de 2017

Skin - Nicolas Santos

Um poema bonito que minta sobre a vida. Neste momento, reduzo-me a pó e alguns poucos machucados que eu mesmo cravo, faço, cortes em qualquer direção. Nem tenho coração, disseste algo semelhante, protege-se de qualquer tentativa, eu já não opto.

domingo, 26 de novembro de 2017

Lamentação - Nicolas Santos

Poema não se faz, não nasce, jamais se cria, poema não é palavra, é necessidade. O sorriso esbranquiçado, de lado a lado, cabelo que se curva aos aspectos que entende serem místicos, bobagem é o que vem dos alheios. Ser é necessidade. Vai e volta, em tempo regresso, passamos, como o colégio passa, como a flor passa, como passamos, voltamos, volto a atenção e redobro o cuidado, há de se saber o que pensas, com uma palavra estocada, podes atingir o que não se deve, dever é necessidade. Confesso, deu saudade, mas saudade passa, passa? Respostas duais, flor não se cria, é necessidade, assim como quando queres gargalhar, som não há, desconheço, olhos pretos, castanhos, azulados, descoloridos. Preto e branco é casualidade, encontro não se dá, casa com o cosmos,entenderá, caso, seja necessário. Para ti que não sabes nada, nem lhe é proveitoso, aproveito o colo, o dolo, o sorriso, não saiba de nada, nasça da corrente de ar frio e se desmanche na primeira decepção.

domingo, 19 de novembro de 2017

Tua voz era - Nicolas Santos

Pensei muito em ti por estes dias, não que isso seja ruim, tão pouco bom, logo castigo-me, filho do telefone que toca de madrugada e congela cada nervo, de ansiedade, pura e inconsequente, ansiedade não era nada, ao menos desta vez, assim como nada pode ser, nada, isso de pensar. Não é? Estranhamente, ergo ao que posso, meus braços que tombam com a força do vento, não estavas, talvez estivesse à outro e eu nisso não me meto, assim como todo resto, se pensares em mim, diga-me, não sou bom em saber o que anda em entrelinhas.