domingo, 16 de julho de 2017

O telefone não toca - Nicolas Santos

Cinco é cedo, desde semana passada. Controlo a metafísica em perturbações incolores. Passei três meses em duas horas. Ora, ora, ora. Descuido é infâmia famigerada, eu sou só, diga o que tanto pretendes, isso não mudará qualquer condição. Tu com seus olhos, eu e a dor. O passado retorna como água na ferida, poderás servir-te da angústia que conduz frente ao seu próprio e maldito nome. O cansaço é amor em estado sólido, fatalidades para quem dispõe-se, nossa casa comemora o inexistente sonho, desviam-se em sequência. São golpes rasteiros que otimizam e reacendem toda sentença derradeira, jogo-me em qualquer cama, canto, lama. Abomino o clima e todo resto. Perco tudo e me perco, não tenho mais cabeça para quaisquer aleatoriedade vagal, abrem-se os olhos, abram-te os olhos, quero-te aqui. Retorno.

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