domingo, 18 de junho de 2017

Sexta-feira - Nicolas Santos

Cheiro a isto e todo o resto, atualidade é segundo imediato, tuas utopias atravessam o caminho e esbarram no ultra-romantismo passado. Os homens criam mecanismos para se auto-decapitar em praças, hoje, televisionadas, escravos da lei que escreveram, escravos do capital. Dizem-me do meu passado, irredutível, esqueço e a prova, sou posto a prova, não irão cessar meus deveres, de troco, recebo todos os direitos. Ao léu, amanhã mais ideias. Frases distantes do racional, equalizar um sujeito invisível em presença constante, parece-me perturbador, balizem a chuva, eu a temo. As coisas estão deturpadas, quando olho de uma forma mais demasiada humana. Os valores pessoais estão completamente pautados no capital. A burguesia entrou numa bolha de ego, assisto a isso com nojo, esses parasitas locomovendo-se para todos os lados, norteando o desastre. Navegando neste mar de ácido, amor inerente é inexistência prática, nada tão comum, sou Robinson Crusoé.

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