domingo, 28 de maio de 2017

Ilha - Nicolas Santos

Deixemos fluir, assim como as ondas inesgotáveis que morrem na beira da praia, desculpar-se é a covardia mais gentil existente. Energiza-te das palavras pontiagudas ditadas em cadernos de um e noventa e nove, esquina tem essência, prender-se é ilegalidade moral. Usa do teu singular até nos plurais, não que eu aprove, crescerá demais, hoje não olha, sente desconfiança, hoje não, olha, empatemos o fim. Nem responda, foi sem adeus, adeus agora não faz diferença, diferença não se faz em qualquer centro, balizo as palavras e as delimito. É tudo da lei, embora não permitam que tomem ciência disto, padronizam, domesticam, empobrecem-os intelectualmente com lixos capitais, permito-me. Agora, ileso, rastejo-me até a porta da condução, condizem em nome do santo caos, ficas, eu agora sei, nunca fui eu, nunca serei. Atinge a raios de quilômetros, nãos nos entendem, salvo exceções e continuo do mesmo jeito. Um esboço de sorriso vale mais que a mão ao léu. Eu fico se pedem, talvez, ficasse, não pediu. Faz de quem sonha o elo mais fraco, a corda dorme sonhando ser útil, assim como a nossa faca. Organizam em semi-ilusão, permaneço no silêncio das palavras que podem saltar e tomar de assalto qualquer um, ela olha para outro, ela disse. Na relva, selva, selvagem racional, do alto dos edifícios corpos já sem vida recebendo o álibi, eu namoro poesia.

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