domingo, 21 de maio de 2017

E eu sou isso tudo que não dizem por ai - Nicolas Santos

Eu sou chuva. Eu sou vento. Eu sou o sabor da frustração, para quem desconhece o gosto da própria alma. Eu sou sincero. Eu sou problema.
Agora é muito pouco, mesmo que os anos distanciem-nos, tens aquele rosto que para o coração dos mais apáticos, sigo rumando sem expectativas. Você merece isso, não sei bem, sorri timidamente e o frio lhe toma conta, daria-te o que pedisses, não irá pedir e tudo acabará, sem começo. Um dia a coragem me permitirá. Olha, é comum, sou assim, logo o interesse veemente e depois o esquecimento total, por hora, você em meus quase sonhos, atentando-me. Acaso não fizeres mais sentido à ti, recorra a outra ilusão. Já sei me virar e ei de adequar o silêncio para que ele caiba neste quarto sujo. O frio faz parte e eu não abro a boca, só queria beijar-te e num abraço desaguar vinte e um anos de dor, o céu é cinza demais atualmente. Isolado, incontável e dedicado a numérica arte de ser abstrato, considero tudo ao redor e o que difama minha anunciação, sou menos que mais. Recorrem as imagens que comumente geram aversão e eu nada, deve ser essa onda que me invade e faz com que de cada pensamento te traga perto. Estás longe em demasia. Sou paradoxo demais para que eu mesmo me compreenda, fico e nada mais sei sobre o que deveria saber, quero o que não se quer, paz finda. E eu sou isso tudo que não dizem por ai.

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