domingo, 7 de maio de 2017

Engenheiros do Hawaii - Nicolas Santos

Por tanta raiva, joguei-me junto a qualquer desinteresse, naquele lugar de escuridão, não havia fresta para a luz da suma consciência. O valor da necessidade sabota-nos frente a comodidade básica, já que mascaram a inautenticidade, munidos dessas mascaras e mais. Aqui só toca Engenheiros do Hawaii, sente ao meu lado e aproveite as poesias infames do universo, logo dirão que temos medo do medo. Consideram o movimento empático, paralisia sonhada, receio que eles tenham razão, aliás, sempre soube, disso receio não se tira, acredite. Nada mais, supor é fácil. Estarei ao mesmo tempo que fica nessa sala, permaneço impermeável a sua contribuição escassa, o material não é didático quando consumido. Não mais funciona, a revelação segue de cima a lado, inconstante, minha cosmovisão alarga-se a cada ato, segundo é hora em vida não saudável. Quando o vento te rasgar o rosto, responda com educação, mesmo que a natureza vos condene, estaremos aptos a devolver os princípios da arte. A violência, amiga. Amigo, a violência, nada é tão pontiagudo quanto as palavras semi-sinceras e direcionadas, vou me despedindo. Eu te amo.

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