domingo, 2 de abril de 2017

Remember - Nicolas Santos

Fortaleço a corrente dos que remam contra a maré, muitos, incabíveis, um pior do que o outro, defeitos aos montes que se juntam como torre. De Turim a tupiniquim, é tudo humano e isso só faz piorar, tua condição não condiciona, sua pele é mais macia do que deram como macio. Uma música do City and Colour nos seus olhos. Suas conexões incoerentes que pretendem a atenção em certa magnitude, enojam. Contudo, de pé, permanecemos, nem a ortografia lhe salvará. Sou estandarte, pura raiva, não finja, olha, não finja. Sei quem está e quem é, olha, não se importe. Isso já consegues com decência. Aposta vagal, disfuncionalidade é lição imoral, semi-ética, tudo que necessitamos para sobreviver aos acordos das planícies, dos planaltos.
A chuva é iminente, mas iminência não goteja. O respeito se dá, da floresta para com a semana que logo vem. Eu gosto de sumir. Assuma o sim.
Olhe para cima, é disso que falávamos, quando o mundo parecia realmente inofensivo, falei sobre, talvez não lembre, nem precisa, eu te disse. Sou a dispersão em um corpo despreparado a combater o mundo e suas casualidades. Olhar-te já não demanda meus sentimentos, aliás, sinto. O retrocesso é a lamentação da contemporaneidade, do futuro que inexiste, elogios, eles elogiam. Olha para salvação do despedaçado e o nada. Veja, isto é besteira, dão-se as mãos, ficam os pés, quem caminha de cabeça erguida sobressai, ou seja, encontro-me em desvantagem com isto. Não entendo, é só por isso, não acalmo-me, goste quem odiar, eu desmereço a simpatia forçada, fica por si, fique com teu ego e teu sonho. Radicalismo é militância despropriada. Sinto que fora tempo perdido. Qualquer minuto, a anunciação que eu precavidamente desatinei, hoje faz sentido. Não há o que prescrever sobre. Colocava a mão sobre minha perna direita e no frio dizia o meu nome sempre que possível, a chuva nos permitiu ficar debaixo da mesma, lembre.

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