domingo, 22 de janeiro de 2017

Berlim - Nicolas Santos

Açoitam, repouso no chão, com este tenho intimidade, convida-me, se queres que faço da tua angustia algo, significantemente contido e além. Devoram minha amnésia, constatam, não seguirás tão gelado assim, refuto. Monto o teu prato e coloco ao lado do meu, agora sim, solidão. Quero a difamação, a obscuridade clara do entardecer naquela via de mão dupla, as pessoas passam e levam consigo o concreto, haja Berlim. Com isto a ver navios, desço da cama e logo checo o joelho, não é mais o mesmo, saudável nunca foi, saudável, nunca fui. Opção a nada. Personalidades, nem as dos livros, convergências sócio-históricas formam heróis e anti-heróis, me desenquadro, sou foco arrastado desde já. O valor. Eu, nada. Isso não causa repúdio ou qualquer outra sensação que os ponderados portadores de um bom coração, costumam ter, nem me canso. Mais provocado que provocativo, essa sina segue a tona das maldições e seu senso, olha-te antes do consenso, nem sabes bem o que tenho.

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