domingo, 4 de dezembro de 2016

Eu também - Nicolas Santos

Eu cheiro a isto, elogiam, desconcerto e vejo que teus olhos costumam brilhar quando norteia para quem, façanha é saber lidar com o romance. Nauseante, tens tudo que eu preciso para não estar nisso, ira aos deuses inexistentes e contaras depois, do alto do monte, os ingênuos. Pela honra, pela honra, pela honra. Que a semanas passem, que tuas palavras prossigam, nem o vento nos deixa sozinhos. Tens-me como porto não hostil, sirvo como recipiente, isso desbrava toda a tristeza que jaz em minha pessoa, sou consciência em larga escala. Fora da reação em cadeia, sou ponto desfalecido, se quiseres te dou todas as explanações que necessita, eu não retomo os medicamentos. Olha, por dentro, nada, além de dor, olha para fora, experiências catastróficas de seguir embutido nesse mundo doente. Até quando não sei.
Fiquei. Ficaram. Ficarão e sem margem para erro. Não emociono a nada ou ninguém, reclame disso, não ouço. É o que tens, eu também.

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