domingo, 20 de novembro de 2016

Picasso - Nicolas Santos

Aposto que sobrepujará o encaminhamento, do nosso fim passa o teatro, passa o tempo, passa o todo e fica o limbo, o universo e a escuridão. Tranco a porta, o exibicionista tem vaga garantida junto a mediocridade que o mesmo se propõe a cada colheita, de norte a sul, seu, céu. O óbvio merece o desprezo e quanto isto, lido bem. Nunca fui o mesmo, não será agora. Não sabes o bem que me faz, estando assim, longe. Precipito qualquer decisão e enumero vossa crueldade, todos os santos e demônios sentam-se a escada, providenciam os escudos e eu desarmo-me. Nojentos degustam da minha angústia, aumentam-a, não sou reducionista, assumo a responsabilidade, é bel prazer refletir sobre a insanidade. Falo da depressão, pois a carrego, falo com propriedade, a mesma que com um Picasso ilustra em telas sua personalidade, a nossa, ó Leminski. Efetuo meus desdobramentos, planejo o impossível e navego sobre águas revoltas e límpidas, tua retina grava o ineficaz, lhe presenteio. Sua arte inútil, tem forma e conteúdo, a lama de estar onde se está já representa todo o nosso futuro, quase um mês, quase vinte anos. Não os conheço, não pretendo, aliás, manifesto-me com toda a timidez possível, capacito os aparelhos e o branco das roupas, com ninguém. Todas as palavras que não falo, estão em ti. Desvirtuo os já adoecidos, preparo-me sem vontade, hoje e amanhã quitarei o que pendente está, a anunciação será breve, nem lhe olho, não. Agora o ontem nada conduz, dadas proporções, interesse não mais existe, a rotação dos sujeitos é lição amoral, o pertencimento é pura dúvida. Não entendem, não precisam, digo o que digo, condigo e jamais repito, frase atrás de frase, meu afastamento se dará de forma percebível. Arquitetaram junto ao positivismo, essa insanidade que é mensurar o ser e sua subjetividade, vangloriam-se disso. Terrestres, terrestres. Existo, não para a conveniência que a burguesia capitalista almejou, almeja. Existencialista, despretensioso, somos decisões, ora, escolhas. Começam a margem da própria deslealdade, não confiam na própria sombra quem dirá na capacidade inerente a todos, aproximo-os, divergem.
Ao nada. Para nada, com nada. Por nada. Nada, nada, nada. Tudo é nada, me move o nada ao nada, por nada. Para nada, com nada.
Designo por vontade, através disso o sobrenome das lutas históricas cai na supervisão dos corpos funcionais. Animação é problema de quem tem. A estrela verde redunda o poema, qual? Alucinados tem em soma a fortaleza de poder, o sonho que sonha-se é vagarosidade diurna, resto-te. Conduzo sem medo o planejamento daquilo que jamais foi e será planejado, resolverei a despeito do sonho, sonho é mutilação, eu entendo.

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