domingo, 11 de setembro de 2016

Defesa antiaérea - Nicolas Santos

Resgato isso e distribuo a minha semântica, olha de longe que eu preciso manter-me congruente, se eu desvio é para relatar que te presencio. Anseio por quem diga o que não se diz, não cuide de quem cuida, ela de lá, eu de cá, sem esperança vou-me, venhas e nada declare a firmeza. Destruo tuas ilusões por prática. Antes do tudo, nada, participam com dizeres semi-estruturados e isso nada me proporciona, abalos sísmicos em quem quer, daqui não observo. Sobra nos o ódio no olhar, direcionado a direção reflexionada, encontramo-nos e postam o abatimento da solidão, sonho com pesadelos. Sucinto. Estes que cantam aos quatro ventos, ordens próprias, desencantam-me, seus desejos na carne de ti, corto a missão e aborto a idolatria. Decida, voo que voa, venta. Agora permaneço contido e eloquente, despediram-se de mim com dor nas juntas, eu prestigiado mantive a dúvida. Pergunte o que deseja e eu respondo, minhas conversas funcionam assim. Sou desconstrução de expectativas, um fracasso ambulante, a dor. Enfim, digo enfim. Prossigam no platônico, dispenso, espero a vez de quem nunca terá. Abismo é terra de outrora, sólida, abismo é gente sem forma indefinida. Um som corta-nos no meio e atrasa a atenção dos que preterimos, olha o céu cinza tornando-se azul, poesia do cosmos, sou teu. Drogo-me dos teus olhos. Me engano por enganar. Usufruímos desta visão holística, digam o que dizem, consigo seguir quando nada sigo, me deem a razão que queres, eu professo a luta. Sua ação mente e revigora-te, deves ser fruto da competência inanimada, eu digo e espero retorno, ofendem-se e desfazem, sem fonte ou nada. Nem o que ensinas, nem o que ultrapassa a defesa antiaérea, subsolo também é mundo, eu eternizo o que nada maltrata, fico por aqui mesmo. Minha existência não tem razão ou sentido.

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