domingo, 4 de setembro de 2016

Teu cheiro - Nicolas Santos

Preocupou-se por alguns minutos e pronto, contrastes de uma noite desses dias. Qualquer soma é alergia para quem depressa assume-te. Respeita-te, quem vem ? Onde ataca, atraco, cais de cimento e sol, tijolo se esfarela, assim como você, nós recebemos para padecer logo. O planejamento dos reis afunda no abismo de argila, olhos úmidos a toda semana. Ogivas em aviões e plantas na raiz, sangue na gengiva e mãos. Se eu soubesse o que pensas, saberia atacar o contra-golpe, esquivas-te tão bem que nem devo recapitular, olha moça, não faz isso, comigo. Ando realmente frustrado com todos os acontecimentos, rotineiros, semestrais, anuais e cabalísticos, com meu cabelo, seu cheiro e a neve. Voltemos a não renúncia, desagrado é nariz torcido, torcida indecisa, feche a porta e destrua o rádio, eu jamais saberia te pedir para pedir.

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