domingo, 24 de julho de 2016

Digam - Nicolas Santos

Acabou a vontade de fingir que possuo alguma vontade, caracterizo isto e explícito, olha aqui está. Motivação se esvaí, nunca existiu. Me deixem em paz, me deixem descansar, provoquem-me, necessito, sumam da frente, coragem tenho e muita, coragem não me falta. Possuem, possuo, carrega-te em mão d'ouro, quem ainda não padeceu, mexe-se, cruz e espada, ambas na garganta da geração, penhascos a nós. Passamos a auto-destruição, biografem-me, melhor que haja luta ou luto. Um emocional que nada fará pela minha pessoa, arrastem-nos. Recarreguem e engatilhem, caíste o muro, a ponta e a faca. O contra assume e faz parte do outro lado, contra a moda e a sensação imediata. Terça, torço, terço. Torço, terça, terço. Terço é inutilidade em plástico. Torcer não leva ninguém a frente. Terça saúda, eu não, eu não. Falta-lhe perspicácia, atrevimento é este frio, saudação é tentativa, lhe ouço em devaneio, demasiadamente. O vento nos leva em frente. Agora me para, eu paro, agora vou em frente, desvencilhando-me de garras e verdades mentirosas. Desisto se necessário e reafirmo a todos. Além da missão, lição, sensacionalismo atreve-se ao sugamento de informas trágicas, decretem a realidade, pouquíssimos importam-se. Pode ser que a tradição pese ou passe, de nada vale, somos históricos até a história não mais ser editada, santidade é ceticismo, façam. Diga adeus, adeus se diz comumente, ter medo é mais que normal, eu diria que é recomendável. Não irei, não há acordo, acorde, estou por ai. Professo o indecente e cumprem, agora, indeciso sobre a decisão final, espero, ansiosamente, absolvido. Convicto de que terão o que dizer.

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