domingo, 10 de julho de 2016

Arms - Nicolas Santos

A tragédia segue o rumo natural, amanhã, retornaremos, quantas vidas vencidas no mármore da insensatez ? Igualar é utopia, hoje é só. Cortes mostram-se, também, data para quem ? Dara para nada, eu no auge, dispenso a maioria, regulo-me por poucos, destes, ninguém certo. Eu, sombra, sobro, pegarão teus dias e colocarão na súmula, arbitrário é parcial. Fim de alma, um brinde ao coração que já parou, o meu. Discordamos do que é comumente acordado, linhas secretas de um cenário irreversível até o reversível, escuto os carros da rua, passarem. A morte da inocência dói mais. Volta pra tua casa, teus doze dias, sua semana mensal, volta para o teu abrigo, teu abraço, teu sonho, tua risada. Quem vai, sabe mais. Olha, não se preocupe, eu não me envolvo, nem me envolvo, dizem o que dizem e dizem mais, diga aos vândalos que meus pés sangram de honra. E se não houver saúde, haverá saudade, o íntegro padece frente as correrias quilométricas, abra-a-mão. Haja o sabor, nada salva. Redenção, preguem-me nessa parede, eu sofro, eles fingem, carpete por debaixo dos panos, ó, guria, deixa eu lhe beijar como preciso. Agora brigam, brincam com a imagem, voltarão, depois de nascido ninguém mais é santo, aliás, nem na morte, nem neste corte em meu rosto.

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