domingo, 5 de junho de 2016

Sem ler - Nicolas Santos

Digam, já que tanto dizem e muito por nada, nunca tive educação, pergunte a qualquer um. Nada terei, nunca, principalmente o que não existe. Elegem à quem e vangloriam-se de um aceno desses empurrados, decido por mim mesmo. Aprenda a não confiar, nada será como gostaria, seja. Filhote de leão, arruinando as paredes, pare e veja, para ver é necessário alguma necessidade, parede não se mede, passa, assim como teu dia. Quando avaliarem, estarei na pedra, cortina amaldiçoada, todo meu sentimentalismo se resume a alguma palavra dessas engasgadas, indisposta. Nietzsche se faz presente. Começamos o enfrentamento, eu, desprotegido contra tua tropa de choque, dialética e um copo frio de qualquer coisa antes quente, antes nós. Eu, nada disso, nada demais, fortalecem-se as discussões, sua boca sem pretensão aniquila feito bombas de nêutron, alinhe-se saturno, logo. És cartaz, anuncia logo, quem se faz, não mostra, eu sei do que digo, sei do papel tingido de vermelho. Escrevo o que vivo, escrevo pouco. Quando toda alteração se mostra ineficaz, sons confortáveis para quem não se encontra, desde já, agradeço, oportunamente ruindo. Minha pele quer ser trocada, pintada com sânscritos relevantes, talvez um manual de como ser indiscreto, assim atingirás o horizonte, ode. Procura teu interesse na imensidão, é provável que não encontre, relevará e logo sua decisão irá pender para qualquer outra merda dessas. Apenas disso me faço, tampouco como qualquer outra cousa dessa, formalidade para todas as discussões semi-possíveis, como a de ontem, hoje. Pedi pra que desistisse, nunca atendas mesmo, vou ali na sombra e me refaço, na escuridão, dor de ouvido. Suas poesias intragáveis no humor. Tantas perguntas, disparate para o ano novo, sentiria mais do que já senti, olhos vendados de quem não enxerga, eu uso essa nomenclatura. Chega.

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