domingo, 29 de maio de 2016

No one - Nicolas Santos

Não controlo mais as próprias mãos, inicio rumo ao desfiladeiro, admiro de longe, assim como mantenho-me, longe, algo acontece em nós. Qualquer idiota consegue ser otimista. Espíritos livres e de braços cruzados, olha essa mentira, desativem o inanimado, eu insiro o desamor, meus olhos marejam sem maré, cansaço. Sangue abraçado, de tanto tempo em vista, o tempo não se vê mais, adorava tuas migalhas, coletava as minhas, sexo por sexo e todo o resto. Mergulho neste líquido escuro que amontoa-se feito tinta ou quaisquer dessas grosserias que grudam e quase submerso peço por ajuda, nada faz. Não acreditem, não peço, embora agora pareça, contradição hierárquica logo quebrada em taça de água, teu sonho é um desajeito, eu repousarei. Tradição, não tenho assim afeição por isto. Viva o novo, o repouso da carne que não conhece o varal, esse entorta e eu sonho beijar-te. O conservadorismo é uma camada de superficialidade que aplaca a maioria dos demo-hipócritas da nação, bandeira verde em caixão de soldado. Síntese. Despiste anunciado, tomo este ar para que combine com todo o mundo, alegria na proteção e nada de frente para o nariz, eu sumo, eu somo. Todos dormem, cedo demais, isso remete a sentença, palavras carinhosas ainda caem feito raio, ela já por lá, segura de si, sem mim, sem nada.

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