domingo, 8 de maio de 2016

Pra você, mais um, mais um de tantos que nunca leste - Nicolas Santos

Íngreme lição, desanuvia dai com olhos num semi-perpétuo gesto de fecharem-se, sua atitude nada inquietante, postos de frente, somos mais. Vens de vez em quando, quede-se quando quiser. Queira antes de mais nada, diga ante silêncio, deslumbre assuntos, eu aceito-os de ti, de tu. Tiraste de nós o que era nosso, comande o fim, sábado era mendigado, hoje, esnobado. Hoje cedo, hoje cedo, manuseio, comande o fim. Estado sólido, fenômeno rival, trivialidades mascaradas, teu sexo na minha cama, olha só guria, olha só, tudo vai acabar, acabamos. Olha, é insônia, mas também é mais, mas nada mais é insônia, tudo é parte dessas partes que se partem, olha, nem olhar, olho mais, mas olho. Surpresas desfavoráveis assumem o controle, misseis teleguiados, televisionados, batizados. Misseis que desafiam a nomenclatura da angústia. Olhos sujos, agora toda o embaraçamento nos comanda, eu que pouco enxergo, alucino. O que seria de nós, caso fossemos nós ? Por favor, enxergue, enxergue-me. Quem nada disse, nada diz. Logo isso tem nome, admiração, teus olhos e cabelos que mal chegam aonde pretendem chegar. Chega, cheguei

2 comentários:

  1. Uma grande despedida?
    Palavras que chegam ao coração, que faz o coração bater mais forte e com um grande aperto. Quando ignoras és ignorado.
    Escolhas são feitas impensadamente.
    Gostei desse e de todos escritos por ti.

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  2. Olá Laura, fico muito contente por seus comentários, até tentei entrar em contato contigo pelo google+, mas não consegui, enfim, agradeço-te.

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