domingo, 1 de maio de 2016

Despedida - Nicolas Santos

Não se mantenha, otimista, mantenha-se, centralize junto a todas cruzes e espadas. Inflexíveis são mais que flexíveis, acusam-nos, rei de si. Podes ir, voltarás, aqui é a tua casa, aqui é o teu lar, sei que decide quando não olha, eu amarro. Desafiados ao seu favor, desafiado. Escondem a cara, humanos, escondem seus atos por debaixo da lei do cão, quantos cães ineficazes. Eu, declaro-os inúteis, assim como todos. Pra ti, um presente, o presente, não mais falarei do passado, embora eu seja apenas um velho saudosista. Hoje espalham-se por um voyeurismo midiático onde cartazes são mais importantes que propósitos. Em teus sonhos, sonhos a mais. Larga-te nesta estrada, hoje haverá chuva, chuva nos ouve. De século em século, seu sonho nessa chuva. Jure por algo melhor, santa centralização que nos fere, difamarei e juro por algo melhor. Ela assim como vocês, tem mais pelo quê. Somos incapazes de nos reconhecermos incapazes. Com grandes preocupações sigo, planejamento se faz, não se emoldura de devaneios buscados no grito, seres humanos e o não favor de sermos. Agora, indiquem os heróis, apedrejem os vilões, não é isso que querem ? Ó, façam, façam como de costume, não sejam heróis ou vilões, fracos. Conceitos devem ser apenas conceitos. Insisto, não me rendo a esse populismo vagal, como é abrangente, eu abranjo isto sobre minhas asas negras. Paraste, insisto, parei guria. Desculpe pelas voltas que o mundo quer dar, conosco, sei que é da boca pra fora, de dentro, só mesmo a vontade, disponibilidade para um café. De mim, vários, destes vários, nenhum.

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