domingo, 15 de maio de 2016

O que me dizem - Nicolas Santos

Sobre ti, deixo essa frase, sou seu a favor do nada que lida com tudo, liga-se, qualquer um que cai, cai. Enamoraria a solidão, sem coração. Eu não mais, emocionar-se seria incompetência, rompe-se a sina, eu assino todos aqueles papéis, assassino todos os meus papéis, sempre.
Hora, não demora. Quero o fim, enfim farei, Hora, não demora. Logo coragem para descansar em paz.
Massacre unanime, sem desculpas, tenha medo, o tenha em demasia, eu cumpro o que prometo, promessa não pode ser tiro n'água, no peito. Latitude, longitude, o mapa do meu céu é amor morto, arrancarei de ti as palavras que anseio, sutileza não prende varais, eu não sou isso. Vou-me nesta semana ou mês que vem, setembro parece apropriado, roubado por quem nasce da nomenclatura acirrada, ande com inconsistência. Há condições desfavoráveis, eu não mais planejo, ela veio e disse adeus, adeus. Hoje na memória, amanhã quem sabe, sabe-se lá, quem sabe. Estou chegando, hipocrisia televisionada na ponta do bastão, não comento o presente, passado é nota oficial, só quem procura, sabe. Desmereço. Não finja se importar. Descase dele, prefira-me, deixe que os inválidos falem, eles não sabem do que falam, mal pensam, deixe-me te olhar, te olhar dormir. Agora poesia, nada disso, hoje de verde, amanhã retorno ao escuro habitual, vem e olham, logo o susto e a despedida, nada preciso desses. Não serei repetitivo, basta a vida e as pedras que não se esculpem sozinhas, o cuspe do valentão é a bebida amarga do fraco, já pensaste. Provocação, provocativo, pegam pela camiseta e pensam qualquer cartaz serve, papel não serve para nada, além de todo o tudo que transforma. Tu caça teus problemas, é o que dizem-me.

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