domingo, 24 de abril de 2016

We don't walk away - Nicolas Santos

Eu, sono, inútil divagador, começo o que jamais termino, essa angustia perdurará por dias, dias e vidas, vidas, vidas essas que já são sete. Por tudo que não existe e sai em fotografias, lembra-te, doar-se em demasia para a não reciprocidade, é suicídio assistido, eu assisto. A verdade é uma mentira incontestável. Não se diagnostique, eu aceito a premissa e dentro da conversa, desvendo, puro misticismo nada fará ao mundo, seu mundo, muda, sempre. Então vamos, certo sentido faz-se por fazer, mestre do destino que destino nada é, pouco sobra, pouco é esperança, eu arquivo teu sono. Macrossistema em defesa do inenarrável, pressuposto, como tudo tem sido fácil em demasia, minhas dificuldades seguem, prossigo, entediado. O amor inexiste, perto daqui, talvez essa mania se acople nos olhos. Óculos de sol, noite inesgotável, hoje não caibo mas em mim, ofereça. Mas se assim somes, fim, da minha líbido eu que sei. Esse fim manterá-se, eu não pronuncio uma palavra e mesmo assim a catarse chega, anunciam-te como a minha salvadora, eu não oro, eu desfaço. O mês passado, passa novamente a nossa frente, lâminas conhecem-me melhor, dialética por dialética, ideias sintetizadas e postas no mastro. Não tenho mais forças, a bem da verdade em uma análise profunda, as poças tinham mais objetivos, secar. Eu, sequei, sobrevivi, sobrevivo. Sei bem que talvez seja por essa reunião semi-diária que temos, seja sincera, isso não faz tanta diferença assim, nem mesmo nossas histórias. Vou a resposta, inanimadamente, olhe, já não sou mais o que fui, diga adeus que logo parto. Adeus, encostado no mármore ensanguentado. E aos que me conheceram, recite um destes poemas que eu chamo de lamento, óbvio. Aos que me conheceram, nada, nem os vermes como outrora.

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