domingo, 17 de abril de 2016

Soneto da insônia - Nicolas Santos

Eu não durmo e lhe culpo,
seus olhos, sua boca, sua lábia de menina de rua.
Concentro uma faca na mão, hebraico e tatuagens de qualquer um,
culpo teus olhos, tua boca, seu jeito de menina suja.
Agora viro homem, viro a noite, a taça de vinho, tinto ou tinta no cabelo,
quem é esse no espelho ?
Insônia para os que te tem, dane-se, sua pele me quebra,
eu te choro.
Incoerência é lavar as mãos depois de um banho de chuva, água
prateada, cabeça não se faz fugir, não ouço meus pensamentos.
Só os ouço.
Guria de rua, agora cresceste, eu daria toda uma vida,
namoraria-te assim que a cama acabar.
Seus olhos, sua boca, seu jeito de menina sua

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