domingo, 10 de abril de 2016

Um dia a gente vira outono - Nicolas Santos

Trilhando o que costumeiramente não se trilha, respeito o que decides, destacamos sem receio, liberdade popular não nos serve. Não sobra começo sobre começo, tudo é desistência, interesse move quem deixa-se levar pela corrente que detesta ser maré, sobramos. Como sempre ocorre, a vida permanece em vida. Há por quem, mesmo que não seja quem queiramos, há por quem, desconstruiremos o senso comum que aborrece nestes olhares pragmáticos, deles. Faz valer a situação, oposição é essencial, quem deixa, deixou, posicionam-se com tamanha autoridade, crueldade eleva o ser, sem muito. Sou gota d'água, atropelada por um desses carros apressados, numa rua as 5 da tarde. Um dia a gente vira outono. Engano teu, surpreender faz sentido, não siga normas pré-estipuladas, não desejas o que comumente é “felicidade”, para sempre, sem mais. Vamos a frente, se acusas, tenha razão, se defende-se, seja, alucina-se, comanda é comando. Quem faz plantão sofre a urgência do nada. Sobre a cisão, melancolia.

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