domingo, 13 de março de 2016

Dois anos a trás - Nicolas Santos

Vinte e um com uma alma esgotada. Eutanásia cautelosa, como lembrar do que esquece-se para manter a sanidade ? Eu insano e faminto, ignorado em decomposição. Vento gelado, minhas fotografias são sempre as mesmas, quem não gosta do rosto, também não gosta. Precipita-se, precipitação, atrasos novos. Falta a luta e quer o posto, não funciona assim, nada funciona realmente, sou melancolia e esta pessoa, estes grupos trucidam a eloquência. Contesto, quanto mais, menos, eu prefiro o silêncio, atendam a essa vontade, mesmo que viesse neste ombro de cá, nada cairia por lá, nada. Não a iluminação que seja capaz de mostrar a nós o caminho, seu sorriso estranho, volta para dentro, seu sorriso estranho e esses olhos sós. Se eu não fosse quem sou, seria quem ela deseja, simples assim, frequenta a ocasião quem manuseia a alucinação, sonhos, utopia de retrato. Quem capacita-se oferece sem vender-se, façam sem datar qualquer acontecimento semi-histórico, compasso endeusado, sotaque para todos nós. Não mudarei, quem tem de sentir quanto a isso, sinta, não mudarei

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