domingo, 6 de março de 2016

O exagero da palavra é o que salva o poeta - Nicolas Santos

O exagero da palavra é o que salva o poeta. Enquanto riscam a porta com unhas nada compridas, eu peço, arrisque, chave, chá. Eu olhei uma fotografia e não reconheci ninguém, era a vida. Anti-herói reconhecido, deixaste-me no vão das letras, a imundice atinge em níveis alarmantes, todos tão preparados para sem utensílios. E eu nem sabia, agora sei, quer dizer, um pouco, disseram-me ser inevitável, eu provei ser mesmo, inatividade por semelhança, puro ódio. Que nos falte ar, minha paranoia comerá meu senso, banalidades seguem a toda, eu respiro por respirar, não tenho por quem viver. Jogaste a escassa confiança no desfiladeiro, agora ostente essa merda que tanto queria. Você não merece qualquer merecimento. Não com esta vida para com estas vidas, eu lamento, lamentos de nada servem, eu lamento. Quanto a perder ? Perderemos sem resignação. Prestem homenagem, benevolências atuantes e atuais, seu sexo. Quando dormimos, não sonhamos, se quer, queremos, querendo, sonho.

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