domingo, 27 de março de 2016

Corte - Nicolas Santos

Tens a raiva, dou-te a escolha, importante, fundamentalismo não, respeitemos a anarquia, apenas, métodos e testes são inúteis, inúteis. Opiniões fortes ferem, vivo a ferir, ferida é produtiva, produção e lamentos, toda fraqueza se mostra na humildade dos que são pisoteados. Iluminação para os que tendem a escurecer em desalento, chorar é comum, eu contra a maré, sem remar ou bater os braços, caindo de frente. Usam o sempre, sem saber da intensidade e profundidade danosa. E eu não sei, todo o acaso é lição sentencial, vento por vento faz valer o ataque longitudinal, sua ajuda para os que pretendem, eu não sei. Força que é palavra, palavra cantada ou mais que isso, na poesia dos livros, livros, mais livros, naquela velha garrafa verde, a dose armada. Nem tudo é função, isso é algo funcional, sem sentido eu sou, sigo, nem tudo é função. Segurança, segurança, inutilidade, inutilidade. Bandeiras com a nossa face, fizeram, não incomode-se caso quiserem rasgar, processos naturais, envelhece, suja, some, a vida seria a vida. Jovem intransigente que exige do mundo e dos pais uma atenção que não compartilha com ninguém. Desprezo é quase sentimento, agora, agora. Finta a iluminação que não abarca todo o cenário, teatro é mesmo náusea, faz bem o teu serviço e não adéqua-se ou sim, prefiro a garra. Eu compreendo a sua vida, tão desmembrada e considerável, são problemas fáceis de serem resolvidos, caso estes não fossem problemas. Pergunte-me sobre minha ironia, ironia a toda, sim, nossa confusão, tua confusão, beberemos daquela água santa, canonizada pelos céticos. Enfatizando a saudade positiva, tudo é dual, menos a elegância da forma dos que permitem-se, não sou destes, odeio o calor e planejo o sol.

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