domingo, 14 de fevereiro de 2016

Mosca - Nicolas Santos

Naturalidade não se entende, se estende, fora isto, processo de erosão e as mudanças no eixo da terra, equalizam, acorda cedo e não vive. Concomitante a alergia, alegria, semelhança é pura invenção da paranoia, eu não fico alheio, aliás, toda essa banalidade me destrói os ossos. Que não vos falte sapiência para que possamos distinguir a entonação. Cê faz o que quer com esses olhos, tua saudade me deixa com saudade, teus planos de criança desprotegida, nada melhor que não ter-me. Logo deixo a minha mensagem, antes que duvidem ou contestem, ferro fora cálcio e toda a falta que nos torna anêmicos, carta aos iludidos. Ódio é semi-fetiche, concordem comigo ou fora, teus enquadres, enquadram a adequação, eu nasci para os cantos, estou transcrevendo-nos. Tenho tentado me apartar dessas preocupações, por considerar esses métodos pouco úteis, inúteis em decomposição, tantos textos para nada. Tantos textos para você. Sou essa casca e além, assim como o amém dos levianos que com suas palavras supérfluas, furam, fogem, ninguém se preserva, somos natureza. Levantar é quase susto ou susto total, levantar depois da transe inconsciente é receita anti-manicomial ou receita para ir direto ao pátio. Ajudaria-me, caso tu me ajudasse a não ajudar quem lhe ajuda, ajudaria-te, me ajudar quando tudo que eu mais preciso é autonomia.

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