domingo, 7 de fevereiro de 2016

I don't want to go - Nicolas Santos

E quando a gente acorda, já não é preciso, já é julho, setembro, o fim da vida, do copo de café. Quando a gente acorda, quer voltar a dormir. Tem de ser por completo, de metades, me basto. Contempla tua salvação, naquela praça, de braços abertos um pedaço do que terias, sonhe. Sobre as paredes, frustração, logo confere, tua culpa, nossa causa perdida e olhos acimentados, sem conformismo, um grito no fundo do poço. Para bem ou mal, acima. Conheço a lei e a desprezo, não mantenham essa estagnação, a ganância já nos destruiu, sobre ti, nem mais uma linha. Aterroriza-se, eu que antes queria, hoje, esqueço. É da vida, principalmente daquilo que testemunho desde que a consciência tomou-me. Mas agora, já lhe aliciaram ao encanto semi-fiel, endeusa qualquer merda, eu bebo tudo que não costumo beber, das garrafas à melancolia. Confino, estas palavras, pois de imediato, confino, confio de forma meramente ilustrativa, para vencer nada quero, nem vencer, adeus. Quando os olhos se fecham e a parede encosta em nós, cansaço. A tarde, rima com saudade, mas essa não há, apenas pretéritos imperfeitos. Desde o fim, alucinação. Nada é realmente o que nada pode ser, deixemos, já usei. Natureza, agora, acordos para que acordes, mudar é franquia a ser vencida. Bem vinda, mais uma vez, como dito anteriormente, cheguei, não sou um desses que simplesmente vem e passam, nesta terra, tudo cabe aos olhos. Autodeclaram-se, assim e pronto, sem sentido, inexoravelmente há por nada. Pó nas imagens, passado o presente, será presente novamente. Perpétuo movimento de transição, das casas aos casulos, dos automóveis aos teus pés. Areia se desfaz em líquido, areia vive mais. Não me deem a oportunidade de falar, eu não a quero. Venham, venhas até mim, lhes digo, nada tão monstruoso em uma conversa, lhe digo, tudo é monstruosidade, fora de casa. Quando há, visitaste essa lição e agora tampa a face, vicissitude é perda, gigante. A verdade estanca o sangramento, paciência aos reis. Como jogaste-se daquele edifício, dou-te agora flores, pobre menino, meu nome e rosto. Tragédia anunciada, revista e reposta, alegrem-se. Seja inovação. Informação por lobotomia, não volte, aquarela na camisa, nostalgia avante, avante nostalgia, sei que logo sumirás, por tempo, tem plano.

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