domingo, 17 de janeiro de 2016

Sem nada teu - Nicolas Santos

O vento bateu em meu rosto, um milhão de vezes, enquanto eu voltava, deixei, apanhei todas elas sem hesitar, teu abraço soluciona os dias. Eu preciso desencarnar desta ilusão, antes que a ferida se estanque com o alicerce de todas as outras, terei de me salvar, sem nada teu. Eu não sei o que fazer, contigo valeria a pena, apenas sei isso e isso me destruirá, armas nucleares que nada, teu cheiro, teu rosto. Beijaria teus olhos, não farei nada, deixarei doer até morrer. Não sinto nada para com nada, os plagiadores se focarão na essência, eu lutarei até o fim para que descubram o real sentido de não se haver. Não se importe. Suicídio coletivo, promessas que se quebram, respingam na colisão de almas gigantes, de tão grandes, insuportáveis, nada suportamos, adeus. Segundo consta, o primeiro já desencostou, o inverso deste universo é semelhança quase-alegre, beiramos a santidade do insano, mais nada. Lesiona quem leciona, mantém quem confere, tua dor é posta ao vento, muro na cara, desenhado ou somente infeliz, relógios não cantam, sonham. Qualquer semelhança é mera vivência. Combato a decadência da sua aurora estatal, repressão para nada e ninguém, quem leva consigo adornos, leva-se. O céu quase brigadeiro. Agora que tudo já é o que não poderia ser, pouco resta, resta tão pouco que jamais valeria a pena, faças o queres, eu estou em partes. Porém sobrevivo a estes e estas, aqueles e aquelas como se fosse um guerreiro que nada luta mais, armas por carregar, um livro e uma fala. E agora que somos todos diferentes, para onde vamos ? O que faremos ?

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