domingo, 20 de dezembro de 2015

Ao sumiço - Nicolas Santos

O ideal é uma ideia, idealizada por alguns idealistas, ideais, não cumprimento, tempo não tenho. O dolo é semi-leviano, semi-endeusado. Ando, presumem em um cotidiano infame, comparam na sentença, eu estou cansado, só queria dizer-lhes isso, só presumem, andam, cotidianamente. Sou, distante. Repetia à mim mesmo, sinto sua falta. Desvairadamente isso deu-se por toda a volta, não havia destino, antes tivesse, antes fosse sério. Enfim, estes barulhos semi-matinais tem torturado com grande predisposição, paisagens são o fim de semana que inicia-se na terça-feira. O inesquecível vive sem tempo. Queres ser e demonstrar, ora, nada pertence-te, facilite a desvinculação deste equivoco, nem teu corpo é teu, nada resume-se ao nada. Eu semeio dúvidas, mero poeta em decomposição, um sonhador que desconhece maior futilidade do que funções otimistas, eu construo próximos. Não existe o certo e afirmo-lhes isto com grande certeza, subjetividade é essencial, nada mais relevante, nada concerne tanto e apenas. Suponha, essa é a opção que lhe dou, não condeno, jamais faria, espero que entenda, tudo que serviria, não serve, subsídios não existem. Tudo é ópio, a vida não faz sentido e isso é fruto do que colhemos, somos pós-modernos em redenção. Putrefatos, com bons olhos está a maldade que espreita-se, vistam-se de memórias, não há, não há, insanos e transloucados, lucidez, sumam. Eu lanceio, tranquilidade não cabe em medida cautelar, sou desmedido, com toda a tristeza que apregoaram-me, tudo bem, crucifico, causo. Alguns dias, são menos do que todos os outros

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