domingo, 15 de novembro de 2015

Visita - Nicolas Santos

Preparo com entusiasmo algum, o céu cai para a esquerda, isso é alento ao menos, qual direção transborda angustia ? Eu prevaleço por isto. Sou teu algoz, não sou firme em relação a todas as outras relações, eu desaprovo, eu rasuro, raso é baixaria, depois não limite, gritamos. Vende-se sangue. Antes de dizer qualquer palavra supérflua, defina-se, sua consciência necessita. Alagamento por alagamento, quantas estrelas no chão ? Nada. Desmembro, importância alguma, na velha fotografia, uma nova expressão, essas feridas no pé, plantam, voltamos. Aconselho, simplesmente. Confidências em um momento são, eu planejava, planejaria, o aquecimento em solidão, sulistas sem suco. Eu entro em soma, sumo. Contacto, animação por desanimação, escolho. Farei um desses duetos eloquentes com a chuva, desaguaremos, nosso estado nublado permanecerá, atinjo o ponto inviável, eu sou maior que ela. Cortes, cortes, cortes, sem nenhuma vontade de seguir em frente, eu falo contigo e sinto que sentes o que sinto. Cortes, cortes, cortes. Sobre coisas que eu gosto, eu gosto quando o céu fica nublado e eu gosto quando chove, dá pra ouvir o barulho das gotas imensas no chão, elas cantam. Eu fraquejo, neste cimento que tomou forma, comento. Eu alimento as expectativas, os crio, laceiam e utilizam, façam o que desejarem. Enfrento o frio, nada vence. Conselheiros vagos, aprimorem-se, eu desisto enquanto há tempo, eu desisto, insistindo. Passem, alinhem. Destruo, comando, lamurias, lamurias. Sobre o muro, murros e facadas em mãos abertas.

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