domingo, 22 de novembro de 2015

Lâmina de lâmpada - Nicolas Santos

Acredito na habilidade receptora de alguns, prestes a devolução congruente, erguem-se por bem querer, poesia é espada afiada, isso fica. Desfaço com pressa, tanta assim. Mantenham-se, encerrados e dispostos, nossa luta tem valores, valores incomuns, na cidade saberão, souberam, tantos planos caem em desgraça. Tantas pessoas, tantos rostos, nada saciará, o mundo é mesmo intragável. Logo teriam razão, escancararam a vossa frieza, no fim, novembro. Comensuro, este tempo nada precioso, será vendido em diversas emissoras, comandados por papéis e adiante, vende a alma quem se salva. Buscava-te. Estendo as mãos em desacordo, una-se com quem pretendes, nada vejo sobre estes muros findáveis e vossos, una-se com quem pretendes. Teu sentido, teu, o que observo cai na mesmice do cotidiano espetaculoso, sinto algo que mascaro e nomeio, de resto, absorvo e afogo-nos. Não pensam, são monitorados, frutos de oradores incongruentes e levianos, massificaram-se de forma infindável, busquem o seu céu, inexiste. Desde a ultima palavra, a mesma face. Acomodaram-se com o cortejo da desilusão, infâmia, infâmia, armado de pedras, deixo as mãos livres, sempre foi isto, você será salva. O amor é uma manobra que rende, rendem-se, o capital comanda em desaforo, existe sim, conveniência, essa comanda, reluz e atrela. Manuseio, tenho alguns escritos no bolso, nos tênis e afins, volta quem pode, fica quem quer ir, meio termo consagra, faz muitos e muitas.

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