domingo, 29 de novembro de 2015

Tosse - Nicolas Santos

Começo, terminar não estará relativizado em meus versos intrínsecos, tome o vinho, tornem vinho, deliberaram o cair, caem todos que podem. E disse-lhe, tudo bem, tudo bem em eu lhe dizer isso, sorriram quando fui-me, sorriram quando souberam, eu percorro o fim, a finitude. Eu transpiro estas palavras, ninguém alterará, sinto muito e por isso sinto, muito, não concerne, desculpe, sairei ileso, sairei pela lesão. Não esperarei, poucas opções realmente fariam sentido, até porque pouco creio nisso, desafie-me, eu mereço, desafie-me. Conte em sentença. Eu expando, jamais preciso, sou um problema enorme, considerariam, não quero o inicio dos demais, quero formar-me, por méritos insultáveis. Cansei. Então refaço, levo sobre as costas todo este peso, ninguém observará, descanse enquanto podes, logo se esfarela o que faz sentir-se, refaço. Duplico, sobre o caminho deixo estes olhares desconexos, sobe a face que faz meu universo silenciar, eu pouco enxergo, o que eu modero, meço. E aqueles blocos esbranquiçados juntavam-se frente ao meu devaneio, cada vez mais próximos e próximos, destacaria o inicio do pessimismo. Parte-me o ocorrido dos que correm com tamanha ilusão, o reducionismo conferirá em tuas mentes o espanto. Sim, é só isso e tudo mais, corra. As vezes, só as vezes. Concorremos em uma hora desapropriada, controlam com braços e cercas, vou para o teu canto, descontar. Experiencio o desalento e o meio termo, somatizam, somatizo assim que assumo toda essa dor, responderei quando perguntado, resulte. Que desaforo, não menciono o resto que se resume em feridas e mais feridas, pele por pele, eu sobrevivo ao sono, eu acordo sem acordo. Coloco o primeiro moletom, o último moletom e o próximo, sobre o frio, tudo é frio. Respondo num estado comum à mim, vivo, por enquanto. Seu minimalismo.

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