domingo, 20 de setembro de 2015

Duas horas e trinta e quatro minutos - Nicolas Santos

Perdoam com máxima desilusão, chama-se quem dispõe em palavras e gestos, gentis ou necessários. Lamentaria mas hoje é tempo, chuva, chova. Mediam com e em nome da arte, guerra é podridão. Lançam com todo o positivismo característico a desumanidade junto ao que cai dos aeroplanos. Agradeço-te. Perdoe tamanha indecisão, emana da janela, cor sem nome, nomearam-te, alucinação sobrevive ao favor, esperem e visualizarão como é lutar. É rigorosa a instituição, lançam sorrisos estúpidos e pedidos frágeis, deixemos o que deixasse, pontue o elo disperso, magoe-me. Não tens tempo, principalmente o que endereça à mim, não sobrevivo à isto. Ajustes megalomaníacos descontam neste ardor vagal, sumirei como necessita-se. Olham-me e eu refúgio-me, paradoxalmente neste canto. Maximize a intenção, não pronunciarei-me, lamento se tens apenas vivaz descostume, quimera devora sem existir, acompanho isto, diariamente. Desistindo. Notoriedade mesclada, desloquem-se frente à intenção escabrosa, esta improbabilidade rotineira desfaz com o mar, com a maré, conosco. Insignificantes lamúrias, insistem em acompanhar a força da minha oratória que norteia os que tanto ancoram-se, liberdade é não atrelar-se. Dobra-se frente a dizeres não tão culturais, molda um sorriso e lamenta, lamenta e mais. Digamos que essa dor é a menor comparada a todas que sinto. Conseguindo translocar essas para momentos mais distais. Destrói-se com liberdade, trato-te feito a salvação que fere, fendas mascaram, cataclismo com hora marcada, desvínculo-me, onde estou ?

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