domingo, 6 de setembro de 2015

Aos que feri, compreensão - Nicolas Santos

Desequilibram-se com e por vontade informal, mascaram a libido e os ataques, formaremos um fronte, frente a formalidade e aos lampejos. Retorno comumente e limpo no chão as pegadas que os impraticáveis fizeram, faço o impraticável para que limpem as pegadas que deixo, sempre. Guerra é guerra. Dos braços escorre tal líquido avermelhado, tem gosto de solução, solidão, problema. Mesmo que houvesse uma tentativa, não haveria controle. Embora eu nunca diga, atravessem a forma que beira a estética do capital, revolucionem com mascaras ou de pé, a força está convosco.
Leia Leminski. Leminski é Leminski, assim como és, você. Eu nada, Nietzsche que vos encaminhe a credulidade da dúvida. Sartre, Sartre, salve
Pois conheça, essas cores, cegam-me. Acorde quando o findável suprir todas as ausências e essências, de vento em vento, até o lamento devir, devo, sem sorrir ou chorar, devo. Concirna em cuidado, mantenha-se cuidante, logo avista-se o que tanto se esconde, sobre olhos e olhares, sobre o passeio que não fizemos. Não lembre. Todas estas desculpas não afligem mais, sinto o céu cinza e a ancora que me fixa ao importuno, minha vã crueldade afastará, repercuta. De ninguém em ninguém, a morte sobre esta cabeça faz-se presente, sinta com aquilo que costumas sentir, sem despedidas, espero o propicio. Conversas esporádicas semeiam o que ainda colabora a essa existência patética, a existência é patética. Não gosto, desgosto, não amo, nada. Sem futuro, separatistas em frente a mecanismos que dissimulam, consiga progredir, consiga. Nunca estive pior. Tenho economizado em minhas anunciações e debates, contemplo o ser destes outros seres, vago com tanta vaga, desconheço momento a inserir-me. Prepondere, minhas dores intensificam em uma medida que beira o desconhecido, o céu nunca é azul por completo, concreto ao redor, roupa suja. Estes aços retorcidos permanecem junto a janela, já ela, já ela não. Com cabelos e olhos que sugam-me ao hábito da recordação, recordo. Contrario o decente, lamente em situação favorável, tua força permanece enfraquecida, enfraqueça. Como supor a inanição ? Como manter-se ? Considerarei o acordo por venda de almas, considero o desacordo, nada considero. Como fazem por fazer, desfaço por ser, isto é inviável. Facilita o fim, não equivoco-me, adentro, tento livrar-me dessas amarras, dessas condensações e contribuintes, semeiam a tristeza, em mim. Tentam modificar os demais, isso é inconcebível, é desumano. Não quebrem minha rotina, não me quebrem.

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