domingo, 2 de agosto de 2015

Um do ano passado - Nicolas Santos

Deitei, embaixo do chuveiro, esperançando qualquer desilusão que sugasse meus olhos junto ao ralo, cheirava a sangue e outras imundices oriundas e propicias da localidade em que estava instalado, cheirava a sangue. A vermelhidão da água contrastava com todo o brancor, pingos, gotas de uma chuva mecânica, não cessavam, não cessariam. Em meu peito, um buraco profundo, sou cético, há os que procuram quando sós ou interessados, mais perdidos que eu, menos perdidos do que eu. Perdidos. Há de chegar a hora e eu nem lhe disse como seus olhos podem me salvar.

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