domingo, 26 de julho de 2015

Mentiras de bolso - Nicolas Santos

Platina flagela. Tragédia a tragédia, fomentam com braços longos e curvilíneos, sequência com olhos mareados, maré. Matança em escala fragilizada, são vítimas assassinas, semeiam controversa solidão, somatizo em especial. Com formas autônomas e semi-rudimentares, convocam-se pernas e mãos imundas, graças a tintas e timbres, sobre ombros, sobrem ombros, sob ombros. Encaro o abismo térreo, elevo esta alma grega a tragédia, embarco, dou-a, conceituam o céu em degrade, denigrem, progridem. Desmentem. Este arcabouço, esta carapaça, arco e flecha, flechas em água, árvores em mesa, destes vasos de plantas, planos. Oxigênio, o misticismo, entrego, entrego-me à ti, vendado, vendido, devastado neste planeta que desconhece minha forma insana. Sua boca mastiga, masca o senso incomum. Eu contemplo, consumo, tão distal quanto deveria. Tão próxima quanto jamais gostaria. Meu dedo resume, preciso-te, sou guerra pacifista, sou guerra imunda. Guerrilheiro que sublima, que nunca sonha, mas lhe quer. Teu afeto é salvação, pouco sabes.

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