domingo, 19 de julho de 2015

Aviso - Nicolas Santos

Colírio unifocal, desvalorizado e posto a venda, privilegiam o precipício, precipitam a insensibilidade natural, abismo, assombro, estas feridas hasteadas causam danos, não só à mim, não só a eles, elas. Distais tão próximos, minha mente barulhenta, quase afunda, não verbalizo, talvez pudesse ou quisesse, não verbalizo, poltrona adentro, afundo, ao fundo. Ao sol e todas as manhãs, qualquer sonoridade é problema, problemas. Inventam o vento, paradigmas e prismas, inalteráveis, inacabados e que se acabe, tão quanto começa. Sentirei falta, dos passos, da febre, da anestesia e até da dor, sentirei falta da violência com a qual a luz agride meus olhos, sentirei falta do concreto mal batido e dos insetos baratinos, vespertinos e diurnos, o mármore é dramático por ser, meus passos vislumbram corpos e cobertores. Sentido inexiste e são todas as disparidades que me trouxeram até aqui, isso tem de ser direto, que seja aos que darão prosseguimento. Eu estou terminado.

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