domingo, 12 de julho de 2015

O lamento do descanso - Nicolas Santos

Pratico esta nomeação, consulto a dor, enamoro o desesperante fim, habilito-me em um paradoxo inexorável. Fiasco qualquer este tatuado em meus braços de soldado reservista, um brinde ao pranto. Cai em copos, cacos, caíram, cairão. Soluço, solucionado, mantém-se com ofensas, ofendo-te, ofusco, ostracismo barato, barateie. Megalomania com saúde. Destrua-me para que todas as partículas provindas desse desastre nomeado, sumam em grande imensidão, mas talvez, amar-te ao mar que naufraga no mar. Oceano-te, assim como seguro-me para que a real face não cobre de terceiros, terciários em vasto ócio. Para sepulturas, sepultados, para o choro, minha pessoa. Cada vez mais só, deteriorado.
Não é poema, não é fracasso. Não é corte, não é cicatriz. Não é medo, é medo. Não fornece solução, complica-se. Não deseja, é poema. Não acharam, não há calos, não há poesia. Não é doença, nem teatro, não sorteia-se. Não mata, desmata. Não é pra ti, nem pra mim. Não cabe mais aqui, acabei. Não quero viver, descanso. Descansam-me

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