domingo, 5 de julho de 2015

Poeta, paulista, mentiroso - Nicolas Santos

Levando burocraticamente, num contexto quase abrangente, venho distinguir, no fundo sinto-me enganado a todo o tempo, há muito tempo. Postulo e reposto, irá chover, meus passos vão cair no primeiro limbo gentil, significa o que sente-se, sente-se e dá significado, firme. Trato-te fragilmente, assim como seus braços cheiram a leveza, tocar-te, pele a pele é anunciação, o recomeço é apenas um, o vosso. Desperdiço este tempo para benevolências, entrego-me rotineiramente, é vento, noite passando, estradas e inimizades, comporto-me. Recruto os possíveis e interessados, seguem-me em uma liderança franca, não sou líder, tão menos lidero, acredita quem quer, possíveis meios. Você sabe que bom entendedor não procura-me. Alegoria, caverna, mentiras burguesas, isso é desinteressante, isso culmina na solidão, desencadeia solidão, desencadeia restos e arestas.
É lição, ligação É alento, livre, lição, ligação. Corta o que cortaria, cortem-se, cortinas. É palavra, pálido. É ligação, lição, alento.
Atravessam o progresso, silenciam perante a derrota comum, sabemos de toda exaltação desta estupidez, fraquejam com joelhos insanos. Tropeço em teus olhos, tão menos e não mais, sossegue e vista-se de componentes filosóficos, vista-se. Vivo utopicamente, sanguinário extremista, cético revolucionário, quanto aos astros e asteroides, quanto a consciência e as pulsões. Poeta, paulista, mentiroso. Ela disse que eu não importo-me, questionei e mastiguei essa angústia para enfim questionar, propus ideologias e livrarias, ela tem razão. Formulo palavras indigestas, as externo, conscientize-se e caracterize, qualquer lenta epifania é majestosa, desprezem o magistério. Adore o tempo, este que cai sobre vossas nebulosas cabeças, eu alerto, horizonte é sentar-se no chão e cuidar, mesmo dopado, mesmo assim. Odeie e odeie descomunalmente, isso é ser, seja, antes querer atrair por métodos sinceros do que por vazios preenchidos artificialmente. Pretensão marginalizada, poesia de campo em nuvens abismais, todo sempre acaba na terça-feira, tudo é tempo demais para literatura francesa. Não dê se tanta importância, não há tem, junto a qualquer pessoa de senso, não enquadre-se na prateleira, ligue, é o ápice do desumano. Você corre, traída por todos, encontra em minhas mãos uma alegação de sanidade, fica, derrete na cama e pisa nos aparelhos, logo vai, vou. Eu as falo inteira, você entende metade.

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