domingo, 14 de junho de 2015

Olho pouco - Nicolas Santos

Olho pouco, mas aprimoro a certeza, quando vens, vamos, delicadeza sente-se, sinto a mesma, emana de ti, acreditam parcialmente, em paz. Invocam, o que enamora por solidão, não faz o correto, teu apreço sem fundição é composto numa relação dual, doa-te, caridosa, caridade. O indiscutível é uma teoria, comprovem para que lado pende a sintonia, faço por desmerecer, enquanto o desastre está frente a frente. De tempos em tempos, o ócio se repete, natureza morta nas telas dos contentes ocidentais, contenho vossa continência, caminho apesar dos pés. Não corrija-me, sinceramente, nunca saberás ou vai entender, aproveite tua inocência, lambuze-se de negligência, escapo em frenesi. Pense o que é de sua necessidade, externalize considerando necessário, mas prontifique-se do embate que lhe aguarda, opiniões lutam. Retrógrado em relação a relacionar-me, minha imagem é arranhada enquanto preservam o direito a livre hipocrisia, marquem os bem quistos, sim. Apoie a discórdia, resulto das posições que defendo, embate é embate até não mais ser, guarde o que tem fim, previsão do tempo adormece. Não estou onde gostaria, quanto a tempo e espaço, comunicarei em cartas abertas o que presencio da sociedade e das teorias, façam valer. Dê-te à mim. Auxílio com vã crueldade, isto enamora a solução, aprenda a não ser ou estacionar em um lugar que trás à tona todo o comodismo tributário. Fracos moralistas povoam a indispensável dimensão cósmica, fazem por desmerecer qualquer frágil sentimento, devasse o paulatino medo. Não sei se me faço entender, mas entendo que isto não é o fundamental da questão, monitorem a inquisição deste século, não permitam-a. Nada pretende, você pouco entende. Devaneio, distraidamente, devaneie, distraia-se. Por saberes tão pouco, sei de ti. Morre-sem-ver. Perpetuam e coletivizam à fim de enquadrar em padrões dito aceitáveis, lamuria pouca é selvageria, reforço que não há como desumanizar-nos. Lamente-se acaso isso for praxe, prazer imediato obtém-se com o que nasce sem sentido, vive sem sentido e finaliza-se, propicie isto em vós. O egoísmo ressoa, ouve-se dessa janela que nada impede o vento de entrar, cada um por si até precisar do próximo, que a sociedade seja morta. Estonteante maldição, este frio é destaque, causo-te náuseas, derivadas e ramificadas, acompanha-me com tamanha alucinação, fique se merecer. Largue junto ao final da forma, sua sintaxe destrói, murmuram assombrosamente, extra estranhos, produzem-se sons lamentáveis, é alergia. Nem direção, nem velocidade. Teu fracasso é apontado no mapa, saia sol, deste comodo que acomoda-se para o querer melancólico, sem café ou calma, compreendemos, descalço.

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