domingo, 7 de junho de 2015

Desastre meu - Nicolas Santos

Façam e desfaçam. Maltrate, meu coração não neva, não neve. Maltrate, quero-te perto, com olhos chuvosos, cinza é cinza. Mas queira-me bem, sempre, retribuo.
Atleticamente, deliro. Mantém-me sua boca em contato, sem pudor, tua semana acaba três dias antes, eu fico, faça por merecer, salvar-me. É natureza, aprofundo-me de forma distal, acaba o século e nada muda, esperança ? Esperança é dor liquida, fazem-se com inexistentes meios. Lamento que o reducionismo afete indiscriminadamente o intelecto de pessoas que lidam com toda a manifestação inerente a erros e os julgue. Quero pensar e pregar minha utilidade junto a toda posse do discurso compreensivo e nada atacadista que empresto aos que prestam-se. Despedaço. Dedico minha inconstância aos teus planos, atrelo-me ao teu cheiro, prevejo teus olhos e incondicionalmente, admiro-te, de resto, nada mais. Joga-te ilicitamente em um vão despejado, beija-me com a mão escondida entre favos de um cabelo que não semeia qualquer admiração, seque. Prevalece a semelhança, rimamos, se é que isso existe, creio eu que é uma invenção mercadológica, traço desenhos em sua fértil mente. Prossigo e alimento todo complexo nefasto que anexa alguma explicação junto a este local sujo e desesperançoso, refiro-me em qualquer ânsia. Não estou disposto a renunciar-me em nome de uma esteticidade casual mundana, totalmente capitalista, prefiro não enquadrar-me no aceitável. O resto é ancoragem, guio-me por ideias provindas de dúvidas, ressuscito essa intrínseca atitude, sou fruto de experiências, nada mais. Além do que, deito no chão, comento a respeito das estrelas, cuido verticalmente, num extremismo não condizente, anarco-pessimista. A ignorância beira o hereditário e faz com que ambientes tornem-se propícios para a lobotomia abrangente, desconstruam a religião, urgente. Atrelam a lógica ao sentido inerentemente, inexistente, creem em um bem social devido a montar-se junto a palavras vazias em um local impuro. O massacre prossegue, suspiro é sentença de dever, maniqueístas ao léu, egocêntricos em mão única. Soubesse eu, como desistir tão bem.
Na maioria dos casos e acasos, descaso. Na maioria dos mecanismos, o inevitável. Como cura-se dor somatizada ? Como vendem remédios, não
Atrelam o enfoque, desvinculam-se com uma onipresença assustadora, verifico o jamais, perdoa-me por tantos desentendidos, sou isto e nada. Passei por tudo isto que enumeraram, quando acordei, era teu nome que soprava, pranto seca imediatamente, teria vontade, porém essa se esvai. Utilize-se da concordância, fora isto, vague para a demasiada distância. Olham como podem, devolvem quando querem, opiniões descartáveis. Há tempos não há tempo.

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