domingo, 3 de maio de 2015

Mais um que não sei como nomear - Nicolas Santos

Tenho estado muito cansado o tempo todo, essa demasia é desgastante em larga escala, proporcionem o conforto infindável que não nega-se. Elos fragilizados contemplam o sol nascente, isto será mensurado através do tempo que arrasta-se, sobre chuva, sobre tempestade, sobre eles. Há quem faz-ser. Há quem ame, há por ser. Há quem faz ser. Lamente-se por não querer, jamais envolva-se com esta festa cega que é o céu sobre vossas cabeças, eu não fico, salvo continuamente, em vida. Façam da minha presença o que bem entenderem. Comunalmente é desigual, essa magnitude abarrota o ópio social, descorde, é tudo que ainda tens. Olho-te, vagarosamente, sinto-te, por fim. Improváveis, seguro-te com um olhar descomunal, sentencio, apareça como e por onde quiser, tem ao que prover, sobre o suor, vossas vestes. Descontrole o controle inanimado, prossiga desumanizando, eu sempre vago, vagaria nesta neblina, com tua mão sendo minha. Desprovidos de atenção, caminhamos enquanto o céu se dobra, nublado é cor, nublado é estado, entenda-me sem entender, eu não me importo. O resto da vida é enfoque gratificante, encontrarei-te para desabar, não sei o quão minhas pernas proverão isto, respeito é indignação. Sinto pelo pesar da canção, não pronuncie com pressa, na próxima, desces, deslizo para um canto inanimado, assim combinamos em certo grau. O que for do que é, foi, será. Eu locomovo-me vagarosamente com um senso, pegam minhas mãos, elogio qualquer é salvação, salvar-me não há. Nada. Nada ao nada, para nada e por nada. Nada. Nada é nada e de nada serve, nada. Nada é não, nada é viver, viver é nada. Nada mais. Devolvo teus planos e passos, tuas escadas e hematomas, teus diários e soluções, planos, devolva-me tudo isto que lhe devolvi, devolva-te. A consequência indeliquente, afago é puritano, demasiado inverso este universo, somos o chão que posa, que posa, que parte, somos o chão. Hoje ao léu, lido por quem se desmembra, cercado pelo caos mercadológico e as bombas nucleares, o esgoto é o perfume social, já foi, já é. O problema não é a dicção e sim a menção, confundi e pensei faltar um “h”, descubra acaso for conveniente, eu não sei para onde ir. Foste ao fim, mencionei o interesse, ao fim é solidão, pura e incompreensível, gasto as solas de meu tênis, nunca leste meu oriente, ó dor.

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