domingo, 10 de maio de 2015

Da lei - Nicolas Santos

Faça o que quiseres, desfavoreço qualquer paralelo que vos prenda em dogma covarde e baseado na surrealidade instantânea e medonha, é lei. Não explicarei, não, não e não, não explicarei, outra e demasiada cansada vez, elogie o que pretendes, morra no teu acordo. A crueldade é importante em sua medida metamórfica, desatinos são prolongados, essa angústia cabe e preenche o peito, as pernas e a boca. Trato comum, apoiam-me e apoiam-se em qualquer ocasião, lamento e nada mais. Profissional do acaso, chego a chegar de antemão. Suas gírias descabidas, pelejo atualmente por ser isso e nada mais, vossa majestade a indecência causará, requiro tua doce tragédia. Infelizes. Passo teus planos, readquiro sintonia após digerir sem esforço, catedráticos apontam, sem demagogia, faça-me o favor, agora a chuva nos faz. Agradeço como posso, esforço-me em demasia para que o sentimentalismo não queira pular a janela, pula assim que quer, nada impede o que opta. Nada a filosofar, espero com ansiedade a pretendida normatização da rotina, moveram algo, este algo não devia mover-se e dessintonizar. O quase precipita-se, sua pele molhada de sol, aquece, sangue nada contrasta, tenho este compromisso para com o indevido, busque-me. Logo de antemão, a mão, logo isto, essa cortina balança-se endiabrada, folgue-se, afogue, força é força e nada mais, quem é quem ? Saiba o que é ilegal, proteja, tenho minhas questões e esses quesitos formam uma sociedade industrializadamente vagal. A cada dia tenho menos esperança na raça humana. Alego o que pretendo, todas estas criticas são natureza putrefata, dentro deste improvável corpo em decomposição, sentenciam, aquilo é isso.

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