domingo, 8 de março de 2015

Impressionismo tupiniquim - Nicolas Santos

Refaço com certa delicadeza passos que conjuram-se em momentos sócio-experimentais, pronuncio que o interesse conduz e este é visto. De diversos ângulos, dão nomes ao mesmo e escravizam isso com bases imperativas, mesclo uma compreensão que passa por ideias e ideais. Difundidos, a leitura vos ensina e catequiza, afastando qualquer explicação presunçosa e mistica, catedral é biblioteca. A escolha é o mais importante, somos escolhas e o anunciamento dessas. Frustrante é saber que a alienação governa em áudio e visual. Poderia satisfazer-te com pensamentos atrozes, ligado a efêmera arte do leste europeu, porém isso vai além. Necessita-se do outro e de condições culturais que estabeleçam uma agradável forma de viver, porém essa é supra-sensível, temos um impasse. Meio compassado, tirei algumas fotografias, mas não consigo gostar de nenhuma delas, não consigo gostar de mim. Desacate a minha autoridade, refiro-me as palavras que sabem cortar, corte e espalhe, trato prantos e pratos, a multidão estende da janela. Providencio o acerto, são passos, hoje, segunda, amanhã, sabe se lá, depois será segunda novamente, enquanto este telefone não se cala, dor. Ali fora há um guarda-chuva e ele não vive sem chuva, eu, eu não vivo quando não chove, a Mesopotâmia cabe numa caixa d’água. Cultuem o erro.
O pior do radicalismo é o radicalismo não ativo. O pior do teu sonho é sonho não sonhado. O pior cego é o ignorante.
Sinto-me decepcionado, quando tudo era para ser paz, o imenso caos, redemoinho amargo, angústia, plantarei as mãos pelo punho. Alguém que queira sediar a minha dor. Sinto muito mas sou sentir, não por muito tempo, já que garanto a escassez de semanas em semana, sentencio, fecho os olhos, fecho os olhos.

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