domingo, 15 de março de 2015

1993 - Nicolas Santos

Não gosto de conselhos, nunca atendo-os, nunca atendo, sou isto e muito menos, procrastino com essa dor lombar, lave meus pés com facas. Separatismo é infelicidade, chego aonde devo, quito essa divida cósmica e semeio discórdia, discordam e em nada ancoram-se, sabe-se porque. Aposto que apostam na minha figura, ouço dos quatro ventos, dá-me aquele sorriso e enforca a convidativa presença do bem estar, chegaste. Queres o que ? Ninguém lhe dará a palavra necessitada , ninguém, talvez deem-te uma boa lição que liquida-se espontaneamente.
Desmorona. Desmorona e revolta-se. Desmorona, revolta-se e reconstrói. Tua voz é doce, tens olhos assustados, me tenha.
O familiar é definitivo e participa com dedos limpos, estampa a tristeza na face e segue, sugiro a solidão para nós. Pretender é rigidez, ergo as mãos e lucro com as nuvens mais nubladas, observações são intenção de algo, minha alma esta em pedaços. Marque-se, maratona é filme desconexo, sobre o comando das lutas, lute, o próprio tempo tem sido crueldade, cruel é relógio parado. Extremismo radical. Interessa-se acaso o conveniente engendrar, mantém-se os pés no chão para risco algum servir, toma-te de verdade, responda por vossas lições. Lançaram o desencorajamento, através de tais portas, resolvo o enigma, resolva-te com as línguas estrangeiras e os coletes salva-vidas. Defendo-me melhor que atacas, isso é visto em cortesias radioativas que cegam o amargo dos lábios, politicismo e trezentos mais, essa vida. Essa vida deveria doer menos ao tempo que passa, sou pura ansiedade, sobrevivo com lenços e chaves, desatine, desfoque. A mesa, a mesma, tem nomes, enfincados com faca que também passa por carne, a eternidade é um ferro velho que aceita pedras e pedregulhos.
Os teus olhos, ode a eles. Os meus olhos, ódio a eles. Quando os teus nos meus, ode a eles, quando os meus nos teus, fuga, fuja.

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