domingo, 12 de outubro de 2014

Pseudopoeta - Nicolas Santos

Poema 1 Deu-te em dor aguda. Deite em dor aguda, assim tudo erra. Deixe de lado, tudo que era. Dei-te uma ajuda.
Poema 2 Faltam-te pés no chão. Falta-te chão, pão, mãos, são, suas. Faltam-te mais turbulências. Falta sua alma querer ser violenta, falta-me.
Poema 3 Queres algo, queres não querer ? Querem saber o por quê, tal assim, radiante. Desvende seu próprio ardor, adeus. Até mais ver.
Poema 4 Serenidade encantada, teu rosto tem forma. Tenho fome desses olhos grandes, amaria-te, se soubesse como faz-se. Tens já por quem, por quê ?
Poema 5 Lá tiveste meu encontro. Aqui nada fez valer-se e rasgaram tua alma. Desculpe, não lembro como é ser feliz, lembro-me que era contigo.
Poema 6 Pentagramas, pintam a grama. É sombrio demais o que ouviste. Tão ou mais que declarações de amor.
Poema 7 Navio é silêncio. Choro é silêncio imediato. Navio é mais que silêncio, é metal, é mudo. Choro é silêncio.
Poema 8 O sertão virou mar, ao que parece. O mar trouxe o que não queríamos, o amar virou sertão. Certo então, certo, como faço para parar ?
Poema 9 Pelas contas, pelos cantos, pelos contos. Pelo amor, pela dor, belo suor. O que sabemos, sabemos, somos isso e nada.
Poema 10 É este risco existente que nos risca. É este risco que em nós existe que trás vários riscos. É isto e tudo menos, menos e menos, risco.
Poema 11 Essa tal indígena, indígena européia, atravessa e toca prantos. Essa européia tão indígena que nem parece. Este espaço acaba.

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