segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Oceano - Nicolas Santos

Este absurdo força-me a ver algo detestável, em tudo e todos, nos cantos e carros, por estar nisto e erroneamente citar e citar, basto-me. Levará algum tempo, tudo bem, por enquanto eu o tenho, mera ilusão, isso não cabe sobre quaisquer mão, nem mesmo as do próprio tempo. Antes de tudo o nada, nada é tudo ao mesmo tempo, dissecaremos os instintos menos confiáveis, os que mais precisamos em uma medida rasa. Destrua. Culpe-te ou o sol, não existem noticias boas, referentes à mim, toda essa propaganda faz propagar o desconforto, não sou anfitrião, nem há. Sinceramente, ando absurdamente desconfortável com diversas situações, é um ápice melancólico destrutivo, tudo tem sido difícil. Deixaste-me esperando, essas contingências, mataram-me, tenho desesperançado, é um afogamento. Pois é, isto me afligia bastante, hoje não mais, não consigo voltar a aflição… E isto é algo que machuca, por não mais sentir nada em relação a quaisquer coisa, discuta a decisão, decida rapidamente. Não gosto de vender minhas tristezas aos outros, é um privilégio conhecer-te, és absurdamente adorável. Conheci-te, mas hoje, desconheci-te, foi, foi, foi, foi. Foi, foi, apenas foi, como os pássaros vão, as ondas, os dias, os cabelos, foi, foi. Eu a amei, amei como se ama o que não se quer mal, mas isso nunca será dito a ouvidos quaisquer, enterram-se várias destas, vários destes. Sem mais delongas, delongo, ditongo, monossilábico ao extremo, não sei interagir, submergir, mas sigo por esta linha, será o fim, desta vez. Oceanarei, oceanar-irei, talvez entenda, assim como eu não, são palavras que invento, momentos, momentos.

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