domingo, 14 de setembro de 2014

Morfina - Nicolas Santos

Unido de forças mediais e absolutamente casuais, estendo questionários que oferecem um refúgio aos que não arredam o pé, aos que enfrentam. Desmereço-me. Acaso o caso for querer casar, case mesmo sem casa, caso queira descasar, descase em casa, na santa paz dos pais do país, caso não, esqueça. Sinto sempre o que sempre sinto, sem tempo para ocasiões reais, o imaginário dá conta nestes problemas inflados que salvam o teu rosto. Lavam-me como se eu um deus fosse, dessas palavras esquivo-me, toda idolatria é recém imbecil, guardem o misticismo, guardem a própria vida. Vou com pedras somente para construir, analgésicos são necessários, ás vezes e para todo o sempre. A consciência é um paradigma enigmático, toda descoberta nada oferece já que compartilhamos de mil ideias e elementos do supra-sensível. Não enquadro-me nestas convenções, desvalorizo alguns laços, finalizo com certo ódio as preocupações, um sociopata moderado. E pontua com alguma segurança a respeito de certos e tolos devaneios, cada um pretende o que é aceitável ou não, fora isto, tudo é linhagem. Sou tão temporal quanto gostaria, a raiva engradece os seres, somos minúsculos, pouco aventurados e desconheceremos qualquer paz. Advirto-te, não conheces, não amarre-se, forme consigo o que consegues, consiga a consequência dos que sempre conseguem. O que parece à ti, não parece à mim, encare o modo como não nos amamos. Anexam a potência, a vontade, resignam-se por motivos esdrúxulos e realmente importantes, sua decepção é aceitável e consciente, ama demais. Infelizmente teus braços caem de lado a lado da cama, vossa cama, sua cama, apenas, descompromissado com aquilo que poderia ser percebido. Vá-te, com teus caprichos muitos, teus poucos medos salvam-te da indecência que é desejar profundamente, há quem não saiba mesmo o que sabe. Cortarei teu pescoço, com alguma palavra aguda, com algum retrato do futuro, com alguma janela semi-aberta, mentes tua mente quando mente. Salvaria-me, teu ou qualquer carinho. Estou em processo de litigio para com todos, principalmente para comigo mesmo, estas emendas são a solução do preço que me compram. Vive, não menos do que gostaria, inadimplência ao brigar com sangue nos dentes, recorre ao que recolhe, recolhem os que recorrem. Provoque com lábios, mãos e passos, teu caderno é receita, receita de como ser ao ver que não sabem quem és, eu sei, sei do que precisa. Bandas de uma só musica. Queria ter por alguém, aproxime-se se desejas o mesmo, não reparo, mas convido.

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