domingo, 21 de setembro de 2014

Fome - Nicolas Santos

Toda e qualquer submissão é de enojar-se, vista sua roupa e o que sempre ocorre, vista aqueles mesmos dias e garanta a vulgaridade aparente. Saem estes pesos, sua garganta é desejada, tanto quanto o que não se deseja nesta terra, em vosso planeta, várias de ti, vários de nós. Estou a esquerda, compondo canções que não serão celebres, vão-se em túneis, marchando com o mesmo azul e branco no peito, deixando a mágoa. Entretanto e entre tudo, a verdade. Os abraços que não desatinam, os abraços sem direção, toda patologia nos coube, nos caberá dar cabo aos que preferem cair na horizontal. E diz o que disse-me a todos e todas, és assim, irregularmente pontiaguda em dores, maltrata ao ouvir toda solidão, fere com unhas médias. Sua obsessão mercadante é alucinógena e faz estes desastres acontecerem, teus e nossos desastres, faces forasteiras. Repriso alguns instantes, tudo parece sair do lugar e voltar em uma velocidade não acompanhável, este é o menor dos absurdos, o maior deles. Tenho mantido certa calma, mantido contato, provoco o que faz o paradigma quebrar, altero ao ser revolta, não revolução, embora quisesse. Vá e volte, conte-me como foi, és tão ruim assim ? Não incomoda-me, esse prenúncio à tipico é resfriado curável, se respondes tem amor algum.

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